Um grupo de peritos que pretende fomentar a cooperação económica entre países lusófonos, defende a criação de um "visto rápido" para empresários lusófonos e de zonas francas dedicadas a produtos da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).
A ideia foi defendida no início de Fevereiro num encontro organizado pela CPLP para encontrar formas de acelerar a cooperação empresarial entre os países lusófonos e surge expressa num documento elaborado por um grupo de peritos que pretende fomentar a cooperação económica na lusofonia e zonas francas.
Francisco Mantero, secretário-geral da Confederação Empresarial da CPLP, relebrou esta quinta-feira que, apesar de 3,5 por cento do PIB mundial ter origem nos oito estados membros da CPLP e de 4,2% do comércio mundial provir destes países, as trocas entre eles representam apenas três por cento do comércio mundial.
Conscientes desta "insignificância", os peritos reunidos em Lisboa identificaram obstáculos como o "défice infra-estrutural e logístico", a "existência de barreiras alfandegárias", o "fraco nível de investimento intra-comunitário", a "insuficiente capacidade de gestão dos empresários no espaço da CPLP" e a "dificuldade de acesso a financiamentos".
Perante estes obstáculos, os peritos propõem a focalização da cooperação económica e empresarial em 'clusters' de interesse comum à CPLP e a criação de um "visto rápido" que permita aos empresários circular nas zonas lusófonas.

